Vivências acadêmicas de graduandos em Enfermagem

  • Virgínia Souza Santos Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
  • Raysa Cristina Dias de Moura Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
  • Cíntia Tavares Carleto Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
  • Guilherme Nascimento de Azevedo Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
  • Bruna Stephanie Sousa Malaquias Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
  • eila Aparecida Kauchakje Pedrosa Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
Palavras-chave: Estudantes de Ciências da Saúde, Educação Superior, Ajustamento Social.

Resumo

 

A vivência acadêmica tem início com o ingresso do estudante na universidade e demanda, entre outros aspectos, adaptação a um novo modelo de educação que exige maior autonomia na construção do conhecimento e formação profissional por parte dos estudantes. Este período pode se tornar bastante difícil quando os alunos não conseguem se adaptar, de forma satisfatória, aos novos modos de aprendizagem e socialização, uma vez que a adaptação à universidade implica em várias mudanças, sejam relacionadas à acomodação de novos hábitos, ou à incorporação de novos comportamentos e conhecimentos. Esta pesquisa teve por objetivo avaliar as vivências acadêmicas de estudantes matriculados no curso de graduação em Enfermagem. Trata-se de um estudo observacional, descritivo, transversal, com abordagem quantitativa dos dados, realizado com estudantes matriculados no Curso de Graduação em Enfermagem de uma Instituição Federal de Ensino Superior de Minas Gerais. Os alunos foram selecionados através de amostragem aleatória simples considerando todos os períodos do curso. A coleta de dados foi realizada por meio de dois instrumentos autoaplicáveis: um questionário sociodemográfico e acadêmico e o Questionário de Vivência Acadêmica-reduzido (QVA-r). Os dados foram analisados no programa Statistical Package for the Social Science (SPSS), versão 21.0. Esta pesquisa foi submetida ao Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da instituição, aprovada conforme parecer nº 1.226.066 e realizada de acordo com os padrões éticos exigidos pela Resolução 466/2012, do Conselho Nacional de Saúde, sobre pesquisas envolvendo seres humanos. Participaram deste estudo 92 estudantes, a maioria do sexo feminino (88,0%), de cor branca (64,1%), com idade variando de 18 a 43 anos completos (média de 22,26 anos, mediana 22,0 anos, desvio-padrão 3,34 anos), estado civil solteiro (94,6%), procedentes do local da pesquisa (50,9%), sem vínculo empregatício (92,4%). Em relação às Vivências Acadêmicas, os melhores escores foram obtidos na dimensão Carreira (3,85), na dimensão Institucional (3,79) e na dimensão Interpessoal (3,77). Escores inferiores foram observados na dimensão Estudo (3,52) e na dimensão Pessoal (3,32). Os estudantes procedentes da cidade onde o estudo foi realizado apresentaram melhores escores de Vivências Acadêmicas na dimensão Institucional que os alunos procedentes de outras cidades, cujas diferenças foram estatisticamente significativas (p=0,04). As demais variáveis sociodemográficas e acadêmicas não apresentaram diferenças estatisticamente significativas. Os estudantes de enfermagem participantes deste estudo apresentaram melhor adaptação às vivências acadêmicas relacionadas ao seu envolvimento no curso e projeto vocacional, à satisfação com a instituição que frequentam, às atividades extracurriculares e ao relacionamento interpessoal. Em contrapartida, apresentaram maiores dificuldades de adaptação às variáveis pessoais e ao envolvimento no estudo ou aprendizagem.

Publicado
05-01-2017
Como Citar
1.
Santos V, de Moura RC, Carleto C, de Azevedo G, Malaquias BS, Pedrosa eila A. Vivências acadêmicas de graduandos em Enfermagem. JMPHC [Internet]. 5jan.2017 [citado 19jul.2019];7(1):157-. Available from: http://jmphc.com.br/jmphc/article/view/499
Seção
Seminários, Simpósios e Mesas Redondas