A inserção do terapeuta ocupacional no setor pediátrico do Hospital Municipal Santana de Carandaí, Minas Gerais: um relato de experiência

  • Graziele Carolina de Almeida Marcolin Universidade Federal de Minas Gerais
  • Maximiliano Ribeiro Guerra Universidade Federal de Minas Gerais
  • Mateus Marcolin Universidade Presidente Antônio Carlos - UNIPAC, MG.
  • Alan Rodrigues de Souza Universidade Federal de Minas Gerais
  • Amanda Conrado Silva Barbosa Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Leonardo Pereira Alves
Palavras-chave: Terapeuta Ocupacional, Hospitalização, Criança.

Resumo

 Lúdico, advindo do latim “ludere”, que significa ilusão, é a capacidade diferente de delegar significados dados à imaginação durante o brincar. Em atividades lúdicas, o brincante dá sentido à brincadeira que está acontecendo, ou seja, brinca-se com um determinado sentido, mas somente quem brinca reconhece sua intencionalidade. Quando há o adoecimento ou a hospitalização da criança, a necessidade desta de brincar não deve ser eliminada. Assim, o brincar por ser o instrumento “de trabalho” da criança, deve ser fornecido no contexto hospitalar, pois através deste a criança expressa seus sentimentos, sensações, dores e frustrações, assim como expressa seus anseios, vivências e felicidades. Logo, o objetivo deste estudo é analisar a importância da inserção do Terapeuta Ocupacional (TO) no setor pediátrico do Hospital Municipal Santana de Carandaí – MG. A metodologia utilizada foi o relato de experiência, o qual se deu por meio da vivência do profissional na inserção de sua profissão no contexto analisado. Os resultados, após inserção do TO no hospital analisado, evidenciaram que o lúdico pode ser utilizado como um recurso humanizado, ajudando a criança a lidar com experiências estressantes, ampliando seu campo perceptual e permitindo-lhe exteriorizar sentimentos e conflitos existentes durante sua internação. Assim, analisando as características apresentadas pela hospitalização percebe-se que a atuação correta de uma equipe multidisciplinar pode propiciar uma assistência mais humanizada de qualidade à criança hospitalizada. Estudos comprovam que o brincar no âmbito hospitalar pode fazer com que as crianças expressem seus insucessos, sua dependência, suas experiências (dolorosas e satisfatórias), bem como suas possíveis superações. A representação efetivada através do brincar simbólico é verdadeiramente uma linguagem imprescindível para a criança hospitalizada. Portanto, quando a criança manipula brinquedos dentro do âmbito hospitalar, esta se beneficia efetivamente deste “complemento” de tratamento. Através do brincar terapêutico, a criança cria situações já vivenciadas, aliviando o sofrimento advindo da hospitalização. Dessa maneira, faz-se necessário enfatizar a importância do brincar da criança hospitalizada como instrumento de possível compreensão e aceitação da doença por parte desta, propiciando assim, aspectos que possam influenciar positivamente na evolução do tratamento da criança, permitindo que esta continue seu processo de desenvolvimento, apesar de se encontrar doente. O TO neste contexto deve contribuir para o desenvolvimento típico da criança, auxiliando, inclusive, na exposição de seus sentimentos no momento do brincar. Dessa maneira, o tratamento da mesma pode tornar-se mais diretivo, contribuindo para uma melhor aceitação e enfrentamento da criança no processo de hospitalização. Sendo assim, observa-se que, através do tratamento efetivado a partir da utilização de brinquedos, é possível propiciar a redução da agitação corporal das crianças no âmbito hospitalar. O brincar, ao ser utilizado como atividade lúdica na hospitalização infantil, pode auxiliar na melhora do estado emocional das crianças que padecem de hospitalização. Sendo assim, unindo-se saberes e mudanças estruturais no âmbito hospitalar, poderá ocorrer a reorganização do serviço de saúde no ambiente em questão, oferecendo à criança um local mais humanizado e agradável, de forma que tal processo auxiliará no melhor desenvolvimento da mesma, tratando-a e minimizando os efeitos negativos do processo de internação. 

Biografia do Autor

Graziele Carolina de Almeida Marcolin, Universidade Federal de Minas Gerais

 

 

Publicado
05-01-2017
Como Citar
1.
Marcolin GC, Guerra M, Marcolin M, de Souza A, Barbosa A, Alves L. A inserção do terapeuta ocupacional no setor pediátrico do Hospital Municipal Santana de Carandaí, Minas Gerais: um relato de experiência. JMPHC [Internet]. 5jan.2017 [citado 20set.2019];7(1):84-. Available from: http://jmphc.com.br/jmphc/article/view/410
Seção
Seminários, Simpósios e Mesas Redondas

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