Saúde bucal na estratégia de saúde da família: das desigualdades sociais à inserção das ações

Autores

  • Leonardo Carnut Universidade de São Paulo
  • João Luís da Silva

DOI:

https://doi.org/10.14295/jmphc.v3i2.156

Palavras-chave:

saúde bucal, odontologia em saúde pública, PSF, SUS, equidade em saúde, desigualdades sociais

Resumo

O presente artigo se propõe a revisar o embasamento teórico e a justificação conjuntural da inserção das ações de saúde bucal nas Equipes de Saúde da Família (ESF) tomando como base os modelos de determinação social do processo saúde-doença e conjuntura social da época. Em termos históricos, as primeiras iniciativas do Ministério da Saúde dedicadas à alteração na organização da atenção à saúde com ênfase na Atenção Primária surgiram no momento em que foram estabelecidos o Programa de Agentes Comunitários de Saúde, no início dos anos 1990, e, mais adiante, o Programa Saúde da Família. Mesmo com o novo arcabouço jurídico-institucional da saúde bucal no SUS, os contrastes sociais e a exclusão de parcela expressiva da população do acesso aos mais elementares direitos sociais ainda são uma realidade pungente. Transformar as ações em saúde bucal em um direito passa pela compreensão de que estamos imersos em um contexto de desigualdades geradas por uma ordem mundial que privilegia o lucro, o consumismo, a política de Estado Mínimo e o individualismo, em detrimento da concretização de direitos sociais como o acesso à saúde e educação públicas.

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Biografia do Autor

Leonardo Carnut, Universidade de São Paulo

Curso de Gestão Hospitalar e Serviços de Saúde

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Publicado

2013-01-06

Como Citar

1.
Carnut L, Silva JL da. Saúde bucal na estratégia de saúde da família: das desigualdades sociais à inserção das ações. J Manag Prim Health Care [Internet]. 6º de janeiro de 2013 [citado 8º de dezembro de 2021];3(2):186-9. Disponível em: https://jmphc.com.br/jmphc/article/view/156

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