Análise histórica do atendimento pré-natal e condições de saúde de gestantes atendidas por uma unidade básica de saúde de Juiz de Fora

  • Thirza dos Santos Nicácio Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Vanessa Monfardini Alves Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Renata Maria Souza Oliveira Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Michele Pereira Netto Universidade Federal de Juiz de Fora
Palavras-chave: Assistência pré-natal, Estado Nutricional, Unidade Básica de Saúde.

Resumo

A assistência pré-natal é fundamental para se obter informações seguras a respeito do período gestacional, e através destas, detectar e acompanhar possíveis riscos. As condições de saúde materna podem gerar efeitos positivos ou negativos sobre a gestante e/ou o feto, visto que este precisa de nutrientes, provenientes da mãe, fundamentais para seu crescimento e desenvolvimento. A avaliação do estado nutricional auxilia nas orientações a serem feitas ao decorrer de toda gestação e precisa ser realizada em todas as consultas. Os indicadores do município de Juiz de Fora (JF) mostram que a principal causa de morbidade na mulher é gravidez, parto e puerpério. Em relação a nascimentos pode-se observar uma queda na taxa bruta de natalidade, aumento de partos cesáreos, maior percentual de prematuridade e percentual de peso baixo ao nascer com leve aumento no município. Diante do exposto, justifica-se a análise histórica do cuidado pré-natal na unidade de saúde do município. Caracterizar as condições de saúde de gestantes atendidas por uma Unidade de Básica de Saúde do bairro Santos Dumont (UBS-SD), JF–MG e sua evolução ao longo de 10 anos. Trata-se de um estudo retrospectivo de dados secundários, referente aos últimos 10 anos de gestantes atendidas na UBS-SD/JF–MG. Os dados foram coletados entre Janeiro e Junho de 2016. Foram coletados e analisados os dados referentes ao pré-natal nesse período, especialmente os dados relacionados com a alimentação e nutrição. Os dados foram tabulados e processadas no software SPSS, versão 17.0, por meio de análises descritivas básicas. Foram analisadas informações de 146 prontuários dentro do período de 10 anos. A média de idade das gestantes foi de 24, 3 + 5,7 anos. A maior parte (65,8%) não relataram doenças pessoais pregressas à gestação, entre as que haviam histórico foram descritas com mais frequência, hipertensão e diabetes; 10,2% faziam uso de álcool na gestação e 7,8% de tabaco. Em relação ao número de gestações anteriores, variou de 0 a 6, sendo que 48,8% eram primíparas. Das gestantes com dados antropométricos, no 1º trimestre, constatou-se que, 39% estavam classificadas com obesidade, 26,2% com sobrepeso, através da análise do IMC. Sobre as queixas na gestação, 50% não relataram queixas na primeira consulta, entre as que relataram, as mais frequentes foram náuseas e enjoos. Apenas 50 gestantes tinham resultado de hemoglobina descritos no prontuário, entre estas a mediana de hemoglobina foi 12,5 g/dL, correspondendo a um total de 14% de anemia neste grupo. Das 48 gestantes com resultado de glicemia, 14,5% e 4,2% apresentavam valores entre 90 e 110 mg/dL e maiores que 110 mg/dL, respectivamente. Os resultados encontrados estão em consonância com a literatura, demonstrando a presença de diversos fatores de risco na gestação de impacto para o resultado da gestação. Neste sentido, é de fundamental importância o acompanhamento contínuo no pré-natal, para prevenir e tratar diversas complicações. 

Publicado
05-01-2017
Como Citar
1.
Nicácio T, Alves V, Oliveira RM, Netto M. Análise histórica do atendimento pré-natal e condições de saúde de gestantes atendidas por uma unidade básica de saúde de Juiz de Fora. JMPHC [Internet]. 5jan.2017 [citado 19out.2019];7(1):150-. Available from: http://jmphc.com.br/jmphc/article/view/492
Seção
Seminários, Simpósios e Mesas Redondas